Os humanos que não são sencientes, como aqueles cuja atividade cerebral cessou de maneira irreversível, têm direito a não ser tratados como coisas?

Trecho do livro Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog?

Se um humano realmente não for senciente—não for consciente de absolutamente nada e nunca recobrará a consciência de coisa alguma—então, por definição, esse humano não pode ter interesse em não sofrer (nem em qualquer outra coisa). Numa situação desse tipo, pode-se argumentar de modo convincente que é moralmente aceitável usar os órgãos desse humano para salvar outras pessoas—e é comum fazer isso, se o humano tiver concordado previamente em doar seus órgãos, ou se sua família consentir em fazê-lo.

É claro que devemos nos preocupar quanto a se um humano com uma aparente morte cerebral não tem, realmente, nenhuma atividade cognitiva. Também temos de ser sensíveis às preocupações dos parentes desse humano comatoso; eles podem se opor ao uso instrumental do humano por várias razões, por exemplo, se seguirem uma religião que seja contra o transplante de órgãos. Mas os humanos com morte cerebral irreversível realmente não são diferentes das plantas; eles estão vivos, mas não são conscientes e não têm interesses passíveis de proteção. Não faz sentido dar a esses humanos o direito básico de não ser tratados como recursos alheios.

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